quarta-feira, 4 de agosto de 2010

The MBA at HBS + "Course Building Tools"

Eis a transcrição das minhas anotações sobre o design e funcionamento do MBA da HBS:

  • not discipline orientred, but business function oriented;
  • Northwestern: (rival) - no required disciplines, just electives;
  • Yale and Stanford - rivalry;
  • HBS: more into the general management side;
  • Kellog: more into disciplines like marketing;
  • How to design a course? (stakeholders, student/faculty/alumni, industry/government/employees, society, competitors)
  • HBS: "we are training students to manage amarican organizations; it's not the theory, but theory in-action";
  • HBS is participant centered learning: course-design begins with participants!
  • kind of a lean towards managers, not leaders;
  • 30%-40% alumni become entrepreneurs/will owe their own businesses;
  • a design by module gives you more flexibility...
As orientações acima deveriam ter sido utilizadas para o nosso design e as seguintes ferramentas da HBS foram apresentadas e disponibilizadas:

  • Course Building Tools:
    • Searching and Browsing - case collection
    • Course materials - modules/textbooks
    • librarians main responsibility: to provide service for the curricula
    • HBS Cases - a totoal of 5200 cases! 600 are added each and every years! (impressionante) + multimedia cases
    • Cases from other institutions - Babson, Insead, kellog, Stanford, Rottman (University of Toronto), University of Hong Kong, etc.)
    • HBP on-line: simulations (around managerial functions); online courses; tutorials - (if you use your login and passaword,, you can customize your own digital library)
    • HBR articles + case discussions + HBR books
    • HBO Brief Cases (5-8 pages + teaching notes)
    • Outside Case Collection - Sloan Management Review, California Management Review, Rottman Magazine, etx..
    • Industry background notes
    • role plays
Impressionante a estrutura não? Foi essa a razão do meu post anterior: dia extremamente produtivo.

Algumas fotos do sistema de "polling" (votação) das salas de aula da HBS e a grande sala para 200 participantes (Aldrich Hall 112) - observem na foto como cada participante vota e os resultados ao vivo no telão:











Até,

Riva
    PS: hoje pela manhã aconteceu um episódio curioso... o nosso grupo estava desfalcado desde o início, um participante nunca havia aparecido. Hoje de manhã,último dia de discusssão no 'living group', o  então desaparecido resolve aparecer... vejam a foto do "novo membro" (no canto inferior direito):
    Ele tentou se desculpar (jet lag) e etc... o alemão e o búlgaro simplesmente se retiram, em protesto, sem nenhuma palavra...  :)  como "chairman" do living group, levei a discussão até o final, apesar do desconforto... Publico aqui algumas fotos da despedida da sala de aula da HBS - McCollum 201 - a convivência multicultural e multiétnica, a troca de experiências e os debates informais foram extraordinários! Vou sentir falta...

Schedule for Tuesday, August 3, 2010

O dia mais interessante do programa com o tópico "Course Develelopment Strategy", conduzido pelo experiente Paul Marshall.  Ao contrário da sessão anterior - desperdício da inteligência coletiva, o dia foi dedicado ao desenho de uma disciplina na ótica HBS de "Participant Centered-Learning".  Após o briefing inicial, aconteceu o "functional group breakouts" . Fui convidado para a track "General Management" e o tópico "Organization Design and Implementation". Marshall - com base nas informações do meu currículo - me fez uma provoção aberta para "tornar algo abstrato em alguma coisa pragmática e que fizesse sentido para executivos no mundo real". No meu grupo, um colega chinês, um japonês e um colombiano. Curioso observar a inexperiência dos colegas (e dos outros grupos no track) em temas um pouco mais abstratos que envolvem conceitos oriúndos de teoria/sociologia das organizações, epistemologia organizacional e - sob uma perspectiva mais pragmática - escola de design e implementação. Alguns colegas continuam associando "participant-centered learning" unicamente ao método de casos da HBS. Ora, participant-centered learning inclui casos, agendas de aprendizado, seminários de grupos, simulações, jogos e mais um miríade de possibilidades. É nessas horas que a FDC é show de bola: nosso arcabouço metodológico e amplo e diversificado, percebido como um diferencial por nossos clientes. Como a discussão não fluía e o Professor Marshall fazia o seu papel de pressão e crítica, acabei assumindo o papel de organizador de idéias e sugestões. No velho método do "cuspe e giz" , fui para o quadro-negro (putz, há quantos anos não usava isso) e esboçei alguns elementos (alguém aí reconhece essa "letrinha" no quadro :):




As fotos me foram enviadas pelo colega abaixo:

Jin Feng Uen, Professor in HR & OT, National Sun Yet-sen University

http://cm.nsysu.edu.tw/~uen/index.htm
'溫金豐教授'

Eis a foto do meu grupo:



Após o rascunho no quadro, fui sabatinado e convocado a explicar o "rationale". E , "fui fondo, fui fondo", na expectativa de aprender com os colegas a visão no contexto/perspectiva deles. Recebi muito pouco, mas pude perceber que - embora a disciplina seja obrigatória nas escolas deles - eles nunca pensaram a esse respeito na ótica que desenvolvemos na FDC.

Essa atividade foi programada para durar o dia todo e obtivemos ajuda do pessoal da biblioteca e da HBP (Harvard Business Publishing). Não tenham a menor dúvida também de que o pessoal da HBP estava lá com objetivos comerciais!!! É, money talks, b%^&^^% walks!  Ao final do post, explorarei os ativos/recursos informacionais apresentados. Como estou cadastrado, "baixei" mais de 40 artigos e cases da HBS.

Na hora do almoço, tivemos que decidir sobre a apresentação do trabalho. Os colegas da China, Japão e Equador deram um passo atrás, alegando a dificuldade de apresentar - para uma platéia crítica - o trabalho, na língua inglesa e com os pushbacks do Marshall. Jin Feng Uen argumentou que outro fato importante era o domínio técnico. Para terminarmoss a tarefa, ele deixou seu laptop comigo e foi almoçar. Fiquei encarregado de preparar a apresentação. Depois de 5 minutos, abri o laptop e percebi um pequeno problema: teclado e etc em mandarim!  Como não haveria tempo hábil para encontrá-lo, recorri à velha folha de papel e a "document machine" na sala de aula para a apresentação:



Vejam o Prof. Marshall no canto esquerdo da imagem acima. Eis a nossa apresentação, com tempo reservado para críticas ao final ( o colega chinês estava tão preocupado - ou não entenderia a minha letra ou eu não receberia uma cópia  - que FOTOGRAFOU!):





Marshall foi duro na queda e argumentou acerca da impossibilidade da utilização de "simulações" na perspectiva apresentada. Questionou também o porque da perspectiva epistemológica apresentada e a lógica por trás dos "pastures" apresentados. Ao final, nos cumprimentou pela lógica apresentada - e pela defesa oral -  e por termos tornado o tema "Harvard Way" (o que não era meu objetivo...). O pessoal da Baker Library nos deu suporte e encontramos mais de 30 casos sobre Design e Implementação na base de casos da HBS.

Terminamos o dia com um debriefing  e os colegas foram gentis nos emails:

Dear Colleagues,

Thanks for your discussions on 3rd August. Welcome to contact me freely if you have chances coming to Taiwan. Jin Feng Uen, Professor in HR & OT, National Sun Yet-sen University

Thanks a lot! Please let me know if you guys have a chance to come to Japan! Hideaki Imamura

Bom, preciso ir. A cerimônia e jantar de encerramento começam em 15 minutos. No próximo post, escreverei sobre o MBA da HBS e os "Course Building Tools"  apresentados pelo pessoal da Baker Library e Harvard Business Publishing.

Até!

Riva

"Em Vídeo FDC" no ar!

Amigos,

o "Em Vídeo" que gravei para a Fundação Dom Cabral está no ar:

FDC - Rivadávia C. Drummond de Alvarenga Neto - Modelos Organizacionas e Conhecimento


Um abraço,

Riva

PS: encerramento do programa aqui em Harvard às 17 horas...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Reta final do GCPCL...

Caros,

a coordenação técnica do GCPCL - HBS confirmou hoje a minha follow-on session em Janeiro de 2011 (17 a 20) em Shanghai, China. O programa de Harvard continua e será encerrado na China. Chegarei ao Brasil nesta sexta feira e fico na expectativa de nova viagem aos EUA no dia 21 de agosto. Voltarei a Boston para entrevistar o Professor Michael Porter para o Fórum HSM de Estratégia, eis o link: 


O evento será transmitido ao vivo e já antecipo meus agradecimentos à HSM e Fundação Dom Cabral pelo convite. Por fim, tenho ainda uma útlima viagem aos EUA em outubro para apresentar um paper selecionado ao ASIST 2010 em Pittsburgh, PA: ASIST 2010 - Annual Meeting O paper foi escrito em conjunto com o Professor Chun Wei Choo da Universidade de Toronto e é bem provável que nos reúnamos para discutir mais uma pesquisa em conjunto para 2011.O título do paper é:

"The Post Nonaka Concept of Ba: eclectic roots,evolutionary paths and future advancements"


Acordei na madrugada para reler os quatro casos de hoje, teaching notes, conteúdos programáticos e ementas do MBA da HBS (obrigatórias e eletivas), planos de aula, etc. Todas as sessões do dia foram conduzidas pelo Willis Emmons- Currículo 

O ponto de partida é o caso "Marriot Corporation" e a decisão do filho do fundador - J.W. Marriot, Jr., chairman of the board e presidente - em implementar o seu "Project Chariot". O Project Chariot consitia em uma re-estruturação radical da organização cujo core era a separação entre os negócios de serviços do grupo (Marriot International: trademarks, sistemas de reservas e franquias, serviços de gestão, etc) e os negócios imobiliários (Host Marriot Corp.: real estate. partnership, travel plazas, etc.). O projeto foi levado adiante em virtude de um rombo na operação de real estate. Enfim, o pano de fundo é a decisão de criação de valor para os acionistas (shareholders) às custas dos bondholders - que acabaram ficando com a parte podre da operação, rezando para a retomada dos negócios imobiliários pós-crise. A leitura desse caso foi muito interessante, principalmente por que o caso diz respeito aos Marriot (pai e filho) do estado mormon de Utah, onde fiz intercâmbio. Lembro-me das notícias sobre J.W. Marriot, Sr. na década de 80:  fundador, presidente, executivo poderoso e respeitado, líder em sua igreja e um ativista na política e filantropia. Eu era adolescente e já ouvia os boatos que o filho começara a destruir a obra do pai... Bom, com esse pano de fundo, Willis Emmons inicia com a provocação de que as considerações éticas afetam o comportamento humano. O objetivo do dia de hoje era explorar o processo de preparação para lecionar uma aula do currículo obrigatório da HBS. A discussão do caso Marriot acontecia na disciplina LCA (Leadership and Corporate Accountability).Em 2007, um grupo de 9 profesores se reuniu antes da sessão com vistas à discutir planos de aula alternativos e assignments. Assitimos trechos desse vídeo e em seguida observamos uma gravação do Professor Allen Grossman em ação na sala de aula. Ao final - tendo lido ementas, objetivos do curso, assignments dos professores, notas técnicas, e teaching plans - teríamos que fornecer feedbacks ao Professor Allen Grossman. A condução de Emmons não me é muito estimulante e, sinceramente, foi uma perda de tempo utilizar todo o tempo de uma sessão apresentando um vídeo (além de trechos de vídeos nas outras sessões do dia). Fico me perguntado se- mesmo embasados em learning objectives -  a coordenação técnica do GCPCL se lembrou que voamos de todas as partes do mundo para estarmos aqui: nosso tempo e recursos são exíguos... Teria sido mais interessante ter enviado o vídeo antes para que assistíssemos em casa (e essa foi a opinião de quase a maioria dos colegas do colóquio). Acho que desperdiçamos uma oportunidade riquíssima para explorararmos a tríade - economics, law and ethics - que compunham o framework teórico do caso. Embora a ação de criar valor para o acionista tenha sido legal no caso, ela não resolve a questão ética em relação aos bondholders. Eu organizei o caso em uma figura que tento descrever aqui:


  1. Input - "broader issues" (as questões levantadas - é legal? é ético? Vc recomendaria a implementaçãoou não? A decisão favorável causaria danos à reputação no mercado de capitais americano?

  2. Process - "different perspectives" + transversalidade (funções, disciplinas, projeto pedagógico) - (i) branding (mkt), finance/economics (shareholder value), (iii) social and public responsibility, (iv) decision making (bounded rationality), (v) general management, (vi) legality, etc

  3. Output - takeaways em (1)  + takeaways em (2)
Eis um exemplo de um teaching plan da HBS para uma sessão de 1:20 min:

(5 mins) - Intro + take vote (going forward with Project Chariot or no?)
(15 mins) - Reasons for going forward? (partindo do princípio que a maioria votou sim em sala de aula)
(25 min) - Então , trata-se de uma questão oportunista ou uma questão de sobrevivência?
(15 mins) - "Let's focus on bondholders"
(15 mins) - Entrega do caso B (continuação do caso discutido) - "O que vc faria agora?"
(5 mins) - Wrap up

Apesar da minha crítica às sessões do programa, tenho acumulado aprendizados significatiovs a partir da experiência: a excepcional capacidade do corpo docente da HBS em trabalhar em equipe (essa competência coletiva é impressionate!) e a gestão da sala de aula (em um ambiente estimulante) em sessões de 1:20 minutos. Não só é possível fazer em 1:20h, como eles o fazem com maestria. A HBS criou o seu business e - quer gostemos ou não - é "líder de mercado" naquilo que se propõe. A HBS não só recorrentemente "spread the gospel" (seu papel de evangelização é óbvio e legítimo), como também desenvovleu seu próprio modelo organizacional: há uma estratégia bem delineada, estrutura coerente, processos bem alinhados, capital humano... A HBS executa a partir de sua competência coletiva ímpar. Isso é realmente admirável. Posto aqui as minhas críticas e reflexões, mas manifesto o meu respeito e a minha admiração pela HBS por aquilo que ela representa e pela sua entrega efetiva. Afinal, neste mês de capacidade ociosa, faturaram mais de 1 milhão de dólares com esse programa! É mole?

 Nas rodas de conversa dos últimos três dias, provoquei os colegas: "Se vcs pudessem voltar no tempo e tivessem a oprotunidade de escolher qualquer MBA nos EUA, vcs escolheriam a HBS?" O debate varou a noite e foi muitíssio interessante... Eu? Bom, eu sou "Mintzberguiano"..  ha,ha! Como diria a minha avó, "para bom entendedor, pingo é letra!"

Para terminar, alguém aí sabe a razão da escolha da Ásia para continuação e encerramento do programa em 2011 ?  :)  Yes, HBS is moving to Asia... very clever and business-oriented decision!

Até o próximo post!

Riva

PS: observem - na foto abaixo - o dedo da minha colega Ângela Fleury no canto superior esquerdo da foto... SENSACIONAL!


segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Saturday night and sunday!

"Free time and socialization"!

:)

Sábado a tarde topei fazer uma rápida excursão pelo Charles River em Boston: "The Duck Tour" - acho que o pato acabei sendo eu...

Em seguida, caminhei pela Boylston St até a Massachusets Av para visitar a única escola americana que realmente tive muita vontade de estudar e não deu certo: Berkelee College of Music. Berklee College of Music

Aproveitei a deixa e fiz um tour interno... ambiente espetacular, contexto capacitante...



No sábado a noite - após a preparação dos casos da segunda feira (Marriot) -saímos para jantar em um restaurante na Harvard Square e escolhemos o Legal Sea Foods. Um papo  muito animado, regado a um bom vinho, sobre as diferentes realidades das Business Schools no mundo, competição, value-proposition, tendências, tenure tracks, teaching loads...



No domingo, aluguei um carro para viajar até a cidade de Great Barrington onde o Tower of Power tocaria no Maihave Theather. O baterista da banda, David Garibaldi, havia reservado dois ingressos para mim (acabei convidado a minha colega FDC Ângela Fleury):









Para quem não conhece a banda, ela talvez reúna os músicos mais virtuosos do mundo (individual e coletivamente) e o naipe de sopros grava recorrentemente para gente famosa como Elton John, Santana, Rod Stewart e Aerosmith, dente outros. O estilo é soul, R&B e funk: TOWER OF POWER  David Garibaldi não é apenas mais um músico virtuoso: é o cara que re-inventou seu instrumento. O show foi espetacular (teatro pequeno) e retornamos à HBS às 23:45...

Até o próximo post!

Riva

domingo, 1 de agosto de 2010

Schedule for Saturday, July 31st, 2010

Não havia leitura para a manhã de sábado e portanto não havia discussão no meu living group: optei por não tomar o bom café da manhã da HBS e pude me levanmtar às 8:30. Duas sessões programadas para hoje. A primeira foi novamente conduzida pela Mukti Khaire e foi denominda "Career Planning" . Ela convidou 5 participantes que acabaram de terminar o 1o. ano do MBA da HBS para um debate. Eu deveria ter continuado na cama...

Em seguida, Paul Marshall conduziu uma sessão bastante inspirada sobre o uso de tecnologia de informação na sala de aula. Ao final, abriu para Q&A (perguntas e respostas) e não deixou ninguém sem uma resposta convincente. A HBR impressiona em números, vejam só:

- Orçamento de TI - US$ 10 milhões
-Orçamento da Harvard Business School - US$400 milhões (endowments, tuitions, fees,etc)
-Orçamento da Universidade de Harvard - USS 4 bilhões (mesmo budget da Universidade de Toronto divulgado no meu blog do pós-doc)
-alunos e participantes da HBS/ano: 1800 (MBA), 3000 (ExecEd)
-MBA e ExecEd são separados - (não há avaliação em ExecEd)
-Uso intensivo de TI em sala de aula: polls (poll manager no portal/intranet), class cards (currículos e informações básicas de cada participante, pronúncia do nome), course platform (syllabus), simulation, tutorials, etc...
-Outras tecnologias em sala de aula: document camera, cameras, data show, computador, projetores full HD, sistema de som Boise...
-Professores da HBR dão poucas aulas quando comparados aos professores brasileiros. Trabalhos e tracks se dividem basicamente em teaching loads, research loads e course material loads. Aliás, dentre todos os professores do mundo inteiro, nós brasileiros somos os que mais damos aula. Cada grupo de quartro prodessores tem direiro a uma secretária; só existem assistentes de pesquisa que não podem lecionar; se o professor leciona mais de uma disciplina no termo, ele tem direito a um escriba em sala de aula (que só toma notas, não avalia);
- avaliação dos alunos: 50 % participação e 50% prova (um caso que deve ser resolvido em 4 horas); professor deve avaliar a participação diariamente após a sessão;
-98% dos alunos de MBA terminam o programa; os demais são desligados por incapacidade ou conduta inapropriada


Abaixo, alguns vídeos que fiz aqui na HBS.

Um abraço,

Riva

PS: amanhã viajarei para Great Barrington, MA. Show da minha banda favorita: Tower of Power! 








Schedule for Friday, July 30th, 2010 -

Cheguei cansado ao fim desta semana... e com sono...  poucas horas dormidas a noite... e mesmo deitado, o cérebro trabalhando a mil por hora... lembrei-me do Lobão (o cantor, não o meu colega da FDC): é melhor viver dez anos a mil, do que mil anos a dez! - Decadence avec Elegance....  :)

Esse dia é daqueles para esquecer... casos sofríveis, perguntas irrelevantes e, para piorar, a discussão e as conclusões possuíam pouca ou nenhuma conexão...

Fiquei bastante irritado... em alguns momentos acho que o nome do programa deveria ser mudado de "participant centered-learning" para "Harvard-centered-teaching"...  A impressão é que a semana poderia ter sido comprimida em apenas dois dias... BTW, fiquei sabendo que - a partir do ano que vem - o programa será bem mais curto...

A primeira sessão do dia (Marketing)  foi novamente com o Rohit Deshpande e ele utilizou um caso intitulado "Cafe de Colombia".  Trata-se de um caso de branding e value creation. Eis uma imagem do personagem criado para a campanha (Juan Valdez) e a marca:



 A metodologia foi ancorada na seguinte pergunta: "How do you create value"?  Não é preciso se esforçar muito para compreender que -  se o papo é sobre "branding" e o caso é sobre o café colombiano -  a questão subjacente deve ser algo do tipo "How do you brand a commodity?"  E bingo! Eis a estrutura - pouco inspirada - apresentada: (i) what value has FNC create?, (ii) How value was created?, (iii) Why were the ads successful? e (iv) What to do?  Olho para isso e confirmo a minha percepção de que "theory in action" é interessante, embora insuficiente. Não é necessário fazer um doutorado para perceber que a ordem dos fatores não altera o produto: Rohit usou a sequência perguntas - pastures - conclusions - plans/points of action (é minha opinião que a turma aqui da HBS tem falhado sistematicamente por não acrescentar "frameworks" a essa sequência). Contudo, se vc iniciar por plans of action e qualquer outra ordem/combinação, o resultado não se altera (faz-se necessário tb um mínimo de talento do professor...) A discussão foi bem clichê: de foco B2B a um by-pass disruptivo até os end-consumers, surgimento de novos segmentos premium (tipo Starbucks, que aliás vai mal das pernas...) que vendem a idéia do prazer e da socialização pelo café, volume, brand equity, brand awareness, mkt share, differentiation e  blá, blá, blá... A única menção metodológica foi a de que a única coisa que ele (Rohit) escreve no quadro são as respostas dos alunos oriúndas da discussão e que estejam - de alguma forma -  correlacionadas ao seu ponto de partida e seu ponto de chegada. Se um participante meio "Joselito sem noção" faz algum comentário nonsense, ele não o escreve no quadro (obrigado, eu não descobriria isso sozinho...).  Caso pobre, discussão apenas razoável, pouca "pegada" metodológica... utilizou vários recursos instrucionais: quadro negro e giz, slides, vídeos... nada mais a comentar...


Na segunda sessão - Teaching Quantitative Methods -  tivemos Paul Marshall demonstrando como a HBR ensina métodos quantitativos utilizando estudos de caso. Os alunos de MBA da HBS são obrigados a ler algo em torno de 300 casos/ano. Todo o programa é baseado em casos: pouquíssimos textbooks, livros, papers... é exatatamente aí a minha não concordânica... mas explorarei isso nas conclusões dos últimos posts do blog. A fato interessante para mim foi ter efetuado todo o tutorial de "quantitative methods". Marshall - com toda a experiência que eu aprendi a admirar ao longo da semana - usou um caso de uma vinícola cujo proprietário julgava se colheria ou não as uvas em virtude de um anúncio da possibilidade de uma tempestade. Clássica questão de probabilidades, decision analysis e decision-tree. Eis o primeiro slide dele:



 Daí em diante, o caso se desenrolava pela análise da árvore de decisão a partir das alternativas desenhadas.  No fundo, a partir de análises e julgamentos, espera-se que o participante calcule o "expected monetary value'.  Marshall é daqueles professores experientes, os anos de estrada e os vários contextos enfrentados lhe conferem tranquilidade para encarar qualquer desafio. Tenho muito respeito por essa conquista... Daí para frente, ele se utilizou fortemente de "cold calls" (perguntas direcionada a um indivíduo à queima roupa) e percebi colegas experientes em apuros. Para terminar, argumentou que utiliza cold calls e warm calls no MBA. As warm calls são perguntas combinadas com um ou outro participante antes de uma determinada aula e o objetivo é animar o debate...

Para terminar o dia, Mukti Khaire  (Bio Mukti Khaire) abordou o tópico "Designing an Elective Course: a framework to study international entrepreneurship". Essa sessão foi um desastre total e absoluto... as perguntas colocadas por ela eram absolutamente irrelevantes e  - pasmem! - ela corria pela sala... seria um treino para a maratona de NY? Um caso que tinha potencialmente algo para ser bastante interessante (Online Travel Agencies in the US, China and India - exemplos de OTA  nos EUA são expedia.com, orbitz e travelocity; na Índia: Travelguru, Makemytrip e Cleartrip; na China: cTrip e elong), tornou-se um amontoado de notícias e fontes secundárias mal utilizadas e superficiais. Não me surpeende que a eletiva dela não tenha alunos... uma das perguntas era "How is a course on international entrepreneurship different from a course on global strategy or entrepreneurship?"  Sua resposta se baseia (é ao menos uma tenbtativa de) em uma matriz 2x2 e international entrepreneurship significa um produto/idéia internacional x location of the customer inside. É o que ela denomina "copycat"... Caro leitor, vc entendeu? Fique tranquilo! Nós também não! Essa sessã foi quase uma unaminidade... às avessas.. nem ela e nenhum de nós conseguimos definir o tal "international entrepreneurship"... mas a pergunta animou as cervejas que tomamos em um pub da Harvard Square na noite de sexta (afinal, ninguém é de ferro!)

Eis algumas telas dos sites de algumas empresa OTA na Índia e na China:
















Não é a toa que a HBS vem escrevendo cases de India e China, permitindo a invasão de participantes desses países em grande escala em Boston e criando campi avançados na Ásia (como campi satélite de pesquisa): that's where the money and profitable markets will be... e o que dizer do peso da economia chinesa na econima mundial na próxima década?

Até o próximo post!

Riva



















Com o colega chileno, Rodrigo.